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Positivamente Irracional – Dan Ariely

Por que as recompensas financeiras nem sempre funcionam? Por que superestimamos o que fazemos? Por que nossas idéias são sempre melhores do que as dos outros? O que nos faz buscar a justiça? Porque temos a necessidade de comprovar as coisas?

Em Positivamente irracional, Ariely aprofunda suas pesquisas sobre a economia comportamental e, com muita clareza e bom humor, oferece novas perspectivas e verdades esclarecedoras sobre o que, por exemplo, realmente motiva as pessoas na vida pessoal e profissional e o que faz com que o ser humano seja quase que inerentemente procrastinador. O autor ainda mostra como as decisões dos investidores podem influenciar a forma como gerimos nosso dinheiro e ainda desmascara os mecanismos traiçoeiros e sutis que a mente humana possui e que impedem as pessoas de tomarem decisões mais acertadas.

 

Ficamos tão entusiasmados diante dos pensamentos e estudo de Dan Ariely, que queremos dedicar mais algumas linhas para dividir alguns insights.

Ceta vez, o professor de psicologia e economia comportamental no MIT (Massachusetts Institute of Technology) fez uma pesquisa para desvendar o que motiva os profissionais.

Ele realizou um teste com três motivadores diferentes: dinheiro, pizza ou reconhecimento do chefe, e aplicou a quatro grupos de funcionários.

O primeiro receberia bônus em dinheiro, o segundo um voucher para uma pizza grátis, o terceiro uma mensagem de reconhecimento do chefe e o quarto grupo (denominado apenas grupo de controle) recebeu apenas uma meta, sem nenhuma recompensa.

Veja os resultados na produtividade de cada grupo:

Grupo que recebeu a pizza – aumento de 6,7%
Grupo que recebeu a a mensagem do chefe – aumento de 6,6%
Grupo que recebeu o bônus em dinheiro – aumento de 4,4%
Ou seja, as pessoas desejam reconhecimento como seres pensantes e integrados na comunidade (vistos por alguém). Para o professor do MIT, as empresas têm mais sucesso quando testam diferentes formas de motivação, de acordo com o perfil de seus funcionários.

Ainda dentro dos grupos que fizeram parte do experimento, algo interessante foi notado dias depois.

Quem recebeu o bônus em dinheiro teve um desempenho 13,2% pior do que quem não recebeu incentivo algum. “Era como se eles estivessem dizendo a si mesmos: ‘Ontem eles me pagaram a mais, e então eu trabalhei mais. Mas se eles não vão me oferecer nada especial hoje, então eu não me importo’”, relata Ariely.

Já quem ganhou apenas um elogio teve a sua produtividade reduzida, aos poucos, para o mesmo nível do grupo de controle (aquele, que não recebeu recompensa).

Os que receberam de bônus o voucher da pizza ficaram entre a produtividade do grupo do bônus em dinheiro e do elogio.

“Adicionar dinheiro à equação pode ser um tiro pela culatra e fazer com que as pessoas fiquem menos motivadas […] Quanto mais oportunidades de sentido e conexão uma empresa pode oferecer a seus colaboradores, mais eles devem trabalhar e maior deve ser a sua lealdade à empresa” – destaca Ariely.